terça-feira, 31 de agosto de 2010
No hay banda
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Criaturas fantásticas e onde habitam
segunda-feira, 7 de junho de 2010
3 dias, 33 horas, 30 minutos
terça-feira, 27 de abril de 2010
Café e biscoitos
domingo, 25 de abril de 2010
Sina
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Um mundo de idéias
sábado, 3 de abril de 2010
Registro: 3146767
Eu já sabia porque me abandonaste.
Em meio àquele mundo de loucos e sãos
Enfileirados para o abate.
Cada qual com seu código
Conhecendo a dor da espera,
Superando a dor da perda
Para abraçar com todas as forças
A dor do desconhecido,
Da tentativa e erro,
Do pecados previamente cometidos
E nessa sexta de paixões, ressuscitados.
Outrora foram
Apenas anseios e dúvidas
Enfiadas em alguma gaveta
Junto a projetos de futuro.
Carrego na minha cruz
Peso de um milhão de almas
Condenadas a vagar para o sempre
Procurando sons dissonantes
Coroados e untados com sangue.
As marcas nas palmas comprovam
A banalidade de ser normal.
sexta-feira, 12 de março de 2010
Promessa
quinta-feira, 11 de março de 2010
Sessão das três
“E lá vai ele de novo?”. Todos ficavam um tanto quanto chocados com a nova mania de Seu Zé. Algum tempo antes, o antes alegre e experiente senhor com mais anos do que Deus poderia contar, se tornara pacato e taciturno... Até a chegada de um Cinema na cidade.
Um antigo galpão foi alugado por uma empresa “chique do exterior” que rapidamente organizou salas, lanchonete, bilheteria... Tão perto que o vivido senhor atravessava a esquina e já estava lá.
O filho, já homem feito, não compreendia, quando criança sempre ouvia o pai reclamar “desse maldito hábito que os novos têm de ver aquela coisa quadrada piscando”. Nunca deu bola para televisão. O neto no computador era quase um desacato à autoridade. Dizia que no tempo dele, a era do rádio, tudo era mais fácil, MELHOR. Dizia que os meninos de hoje eram mal criados porque nasceram na época errada. No seu tempo, ai de moleque que atazanasse alguém. As pessoas eram mais sociáveis, a imaginação era mais fértil, a cidades eram mais limpas, até a comida tinha um sabor melhor.
Há mais de uma semana ele ia ao cinema todo santo dia no mesmo horário, ver o mesmo filme. Para alguém que via imagens em movimento como uma coisa pecaminosa era alívio vê-lo entretido com algo.
Não durou muito a aquele novo “hobby” preocupar o filho. Quando interrogado sobre o porquê de tanto passar horas dentro da sala escura soltava um curto e grosso: “Vá arrumar o que fazer!”.
A conselho da nora preocupada, o filho decidiu segui-lo um dia, sentou-se ao fundo do cinema, esperou as luzes se apagarem e, cuidadosamente, espionou o pai, alheio à sua presença. O idoso se mantinha de olhos fechados esboçando um leve sorriso com a cabeça recostada à poltrona. Então, ele só queria um lugar para dormir? Nem chegava a assistir o filme. Por que não fazia isso em casa? “Pelo menos, ele arrumou o que fazer”, se confortou o filho.
A família, já tranqüila, o observou sair de casa com sua maleta de couro. Seu Zé atravessou a rua entrou na sessão de sempre e se aconchegou na poltrona. Quando as luzes se apagam e a tela acende começa sua aventura: fecha os olhos, relaxa, e o barulho começa. Primeiro de um lado, depois do outro, o ruído estranho de criaturas que enfiavam as mãos até o fundo do pote e voltando carregada. Era independente o filme que passasse, Seu Zé só adorava o barulho de pipoca sendo mastigada no escurinho da sala. Fechava os olhos, repousava a cabeça, e ria. Ria...
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
E quando você acordar, eles ainda estarão lá
Tudo parece tão calmo
Como se algo muito ruim tivesse acontecido
Tranquilidade comprimida
em duas cápsulas e um copo d'agua
O resto pode esperar até amanhã
É apenas mais um dia de incertezas
em que o cansaço carrega
Insólitas e solitárias formas
Eles te farão companhia essa noite.
Eles estão em toda parte
Eles estão em toda parte
O nascimento do círculo brilhante
e o aborto de cada alma
Movidas a xícaras e xícaras de petróleo
Seria uma boa chance
para mudar...
Se eles não estivessem por perto.
Mas esqueça tudo isso,
Vá dormir agora!
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Borda de catupiry e mostarda
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Caneta Mágica
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
O Sentido horário da acefalia de um movimento circular uniforme
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
A veia e a Agulha
De uma envelhecida fotografia
as cores escorrem pelas bordas
Só resta o vermelho que um dia
coloriu essa cena morta
Uma seringa com um puxão
Não se trata de medo da dor
mas de trauma da perfuração
De hospital à show de horror
Enfermeira, me traga um sedativo
Só mais uma picada
pra saber se ainda vivo
Na última dose faço uma inversão
de sangue não me resta nada
vou bombear lágrimas para o coração
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Coloquei um anúncio no jornal
todos vieram ver
uns de carro
uns de ônibus
uns de biclicleta
uns de avião
uns de jegue
uns nem sei não
de que vieram
mas assim se propuseram
o anúncio não tinha hora
nem lugar
e todos seguiam
tateando no escuro
pelo centro
lento
ao som do vento
local
só não mais boçal
do que quem
veio a publicar
Avise a todos
a Ana
a Lana
a mana encima da cama
a Fulana, a Ciclana, a Xantana
a Tana
que come banana
e a Leia
que não rima
mas prefiro esse imã
antes que eu mude de idéia