Eu já sabia porque me abandonaste.
Em meio àquele mundo de loucos e sãos
Enfileirados para o abate.
Cada qual com seu código
Conhecendo a dor da espera,
Superando a dor da perda
Para abraçar com todas as forças
A dor do desconhecido,
Da tentativa e erro,
Do pecados previamente cometidos
E nessa sexta de paixões, ressuscitados.
Outrora foram
Apenas anseios e dúvidas
Enfiadas em alguma gaveta
Junto a projetos de futuro.
Carrego na minha cruz
Peso de um milhão de almas
Condenadas a vagar para o sempre
Procurando sons dissonantes
Coroados e untados com sangue.
As marcas nas palmas comprovam
A banalidade de ser normal.
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