É como se toda a minha vida fosse apenas um ensaio para tal momento.Como se toda a minha existência fosse encaminhada a um único ponto: esse.Só agora percebo que anos de vida são inúteis.Podem dizer que minha vida foi inútil.Podem dizer que foi breve.Não penso assim.Não estou aqui esperando reconhecimento ou glória.Estou aqui por uma coisa...
-Uma barata.- Ao menos, não estou sozinho, nos meus momentos finais.
Como queria ser uma barata, poder fazer o que quiser, ir e vir.Fascinantes, as baratas.Têm plena liberdade e não se dão conta disso.O homem mata a barata porque tem inveja dela.Se, ser livre é poder fazer o que quiser quanto bem entender,então, somos livres para tirar a liberdade de outro.Somos?
Somos escravos.Escravos de tudo, do tempo, do trabalho, das leis, da moda, de um padrão de vida, de nossos pensamentos e, do ideal de liberdade.
Já dizia Sartre: “A liberdade é condição para a vida do ser humano”.Ou seja, o homem é condenado a liberdade ou a passar a vida buscando-a.
Daqui enxergo todos os prédios da cidade.Uma queda de quinze andares, desprendimento de tudo quanto é culpa, cargas e pensamentos.
Maldito inseto!Fica subido minha perna.Aproximadademente 1,5 centímetros, cor marrom avermelhada.Num inpulso involuntário de pisoteá-la, preparei a sola do sapato...De repente tudo ficou claro.Recuei.
-Tchau, amiguinho.
Onde eu estava mesmo?Ah sim!Vertigem, Liberdade, Plenitude, Baratas...
-O que será que está passando na televisão?
2 comentários:
E tu ainda diz diz que escreve mal...
...caraca... eu gostei muito desse texto... num sei porque você diz que eu digo que num gosto dele.
Principalmente do final.
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