domingo, 8 de junho de 2008

Hoje acordei literário

Não com uma vontade de ler

Mas com uma vontade de ser lido

Como um desejo reprimido

Instável e impossível de conter


Mil palavras, começo a vomitar

Vezes, envoltas a idéias e perspectivas

Vezes, isoladas e desinibidas

E do papel começam a flutuar


Numa musicalidade envolvente

Cores, tons e aromas em harmonia

Sou convidada à sinestesia

Dou um passo a frente


Nunca uma experiência em vão

Onde doce e amargo coexistem

Por isso, bardos insistem

Nessa serena deflagração


Se é fruto de minha imaginação

Loucura ou miragem

Não preciso de explicação

Só quero refazer a viagem

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