Não com uma vontade de ler
Mas com uma vontade de ser lido
Como um desejo reprimido
Instável e impossível de conter
Mil palavras, começo a vomitar
Vezes, envoltas a idéias e perspectivas
Vezes, isoladas e desinibidas
E do papel começam a flutuar
Numa musicalidade envolvente
Cores, tons e aromas em harmonia
Sou convidada à sinestesia
Dou um passo a frente
Nunca uma experiência em vão
Onde doce e amargo coexistem
Por isso, bardos insistem
Nessa serena deflagração
Se é fruto de minha imaginação
Loucura ou miragem
Não preciso de explicação
Só quero refazer a viagem
Um comentário:
que bonitinho...
gostei!
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