Na minha pia jás um prato
perdido no tempo e no espaço
Já não como
só me alimento do escasso
Na minha cama mora um buraco
abandonado pelo oco
Já não durmo
me deito em cansaço
Na minha rua andam estranhos
me olham com arreganho
Já não saio
apodreço em fracasso
Na minha casa não entra vida
só uma partida
Já não vivo
meu escárnio, pedaço
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