Agora ela já era uma garotinha grandinha.Como o tempo passou rápido, já é uma mocinha, filhinda do papai.
Sempre tivera tudo o que queria, as melhores roupas, brinquedos - um pónei.Tudo que uma garota pode querer ela já tinha tido.
Era, entretanto, sozinha.Cara de poucos amigos, implicava com as outras crianças, os pais não tinham tempo para dar-lhe atenção, era o pesadelo das governantas.
Uma vez quando menor, se escondeu no armário, esperou, esperou...esperou; será que ninguém sentira sua falta?A casa era enorme...e fria.Não sairia dali até que a encontrassem.Decidida.Teimosa.
Tomou aquele lugar escuro e mofado sua fortaleza particular, sua proteção para os perigos do mundo.Os dragões estão lá fora, a princesa se mantinha em seu castelo - quarto mais alto da torre mais alta - apenas esperando ser resgatada.
Todo dia era igual ao outro...Não! Não hoje.Um barulho atravessa os portões de ferro e perturba sua tão solene paz.Risadas eufóricas junto a um som estranhamente familiar.O que seria aquilo?
A pequena princesa rompe a segurança e vai observar à janela.Além dos muros, lá estava a grama do vizinho, campos tão verdes quanto os olhos do garotinho que corria alegremente.Um príncipe a brincar com um cãozinho.
A pequenina ficou vidrada: um cão.Uma das raras coisas que (ainda) não possuíra.
-PAIÊ - Cortava os corredores aos gritos. - Quero um cachorro, ME DÁ!
Foi escoltada à loja de animais mais próxima.Que loucura!Animais de todos os tipos,cores e formatos.Seus pequenos olhos cintilavam.Tal olhar atravessa o balcão e se depara com um filhote; este pulava, latia, abanava o rabo.O par de olhos fascinados seguia a cada movimento o melhor amigo de uma garotinha quando a vendedora se aproxima:
-Então, já decidiu?
-Gostei desse.Tem em outra cor?
E que ótima veia para negócios.Grande Amanda.
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